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Prémio da Crítica APCT [nota de imprensa]

5 Fev 2013

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A Associação Portuguesa de Críticos de Teatro atribuiu o Prémio da Crítica, relativo ao ano de 2012,Rogério de Carvalho.

O júri foi constituído por Alexandra Moreira da Silva, João Carneiro, Maria Helena Serôdio, Jorge Louraço Figueira e Rui Monteiro.

O mesmo júri decidiu ainda atribuir três Menções Especiais, respetivamente, a João Tuna, e aos espectáculos Juramentos indiscretos (pelo Teatro dos Aloés) e Salomé (pelos Primeiros Sintomas).

Acrescentamos, a seguir, curtas justificações, reservando para a cerimónia de entrega intervenções mais elaboradas sobre as razões invocadas pelos membros do júri.

PRÉMIO DA CRÍTICA

A Associação Portuguesa de Críticos de Teatro atribui o Prémio da Crítica relativo ao ano de 2012 a Rogério de Carvalho, por todo um trajecto artístico de invulgar excelência e rigor, uma vez mais reafirmado em 2012 pela criação admirável dos espectáculos O doente imaginário (com a companhia Ensemble) e Devagar (com As Boas raparigas vão para o Céu…), que conjugavam – num registo seu, muito próprio – uma singular intensidade no trabalho sobre a voz e sonoridades com o rigor da inscrição do corpo dos atores num espaço que um belíssimo jogo de luz e sombras transfigurava de forma audaciosa.

MENÇÕES ESPECIAIS atribuídas a:

João Tuna

A fotografia de cena é o mais fiel depositário das obras teatrais: poder-se-ia dizer isto ao ver o livro que reúne as fotos de João Tuna: Todos os fantasmas usam botas pretas, Rastros: TNSJ 1996 – 2009, TNSJ, 2012. Porém, a cumplicidade dele com encenadores, cenógrafos, iluminadores e actores, entre outros criadores, que vem fotografando ao longo dos anos, vai muito além da objectiva. Os espectáculos registados parecem só ter ficado completos depois da invenção de imagens deste fotógrafo, cineasta e dramaturgo, cuja visão de mundo é um teatro por si só. Essas obras de arte possuem um mérito artístico próprio, que a APCT pretende reconhecer com esta menção especial.

Juramentos indiscretos, de Marivaux

Tem sido notória e notável a presença de textos literários, nomeadamente os chamados grandes textos literários, na recente criação teatral portuguesa. Essa presença, se pode ser extensiva ao repertório estritamente dramático, ainda está longe de dar uma resposta ao desejo de uma real familiaridade do teatro português com esse mesmo repertório. Os Juramentos Indiscretos, de Marivaux, do Teatro do Aloés (em co-produção com o Teatro Nacional de São João) é por isso mesmo um marco importante na nossa vida teatral. Um autor conhecido de nome, mas longe de ser familiar do grande público; uma tradução exemplar; um trabalho de actores refinado e inteligente; um dispositivo cenográfico totalmente adequado aos propósitos da peça e da encenação; e a dedicação sem par de José Peixoto, encenador do espectáculo e uma das almas do Teatro dos Aloés.

Salomé

Em Salomé, Bruno Bravo criou um espectáculo de sangue, suor, lágrimas, sexo, e, sobretudo, de poesia. Fiel à letra do texto de Oscar Wilde, o encenador usou de grande liberdade de interpretação do original, montando uma versão imaginativamente erótica e lírica da peça em ambiente espesso como nevoeiro cerrado assombrado por palavras nascidas de um desejo subversivo e belo.

 Associação Portuguesa de Críticos de Teatro

Maria Helena Serôdio

Presidente do Júri

 

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