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perguntas de bolso

12 Jan 2013

O crítico brasileiro, Sérgio Salvia Coelho, na obra O Pós-Dramático (Ed. Sílvia Fernandes e J. Guinsburg, 2008) para ilustrar a desadequação de alguma crítica a um teatro em permanente mutação cria a estupenda imagem de um alfandegário num mundo sem fronteiras ou a de um “comentarista de futebol em um jogo de rugby” (Salvia Coelho 2008: 187,188). A imagem, de simples, é bastante feliz e eficaz. Isto a propósito dos espectáculos Por causa da muralha, nem sempre se consegue ver a lua (Teatro Meridional), Estado de excepção (Rui Horta) ou Os dias são connosco (Raquel Castro). Onde se situam estes trabalhos? Com que gramática se interpelam? Vale a pena ainda pensar em fronteiras? Fronteiras – quais fronteiras?

Salvia Coelho alerta também para a perigosa confusão da crítica com o jornalismo cultural que “por sua vez pressionado pela decadência do mercado da mídia impressa tem pouca energia para ir contra a maré do marketing. Primeiro, vem a publicidade paga, depois, a divulgação do que está vendendo bem e, por fim, se sobrar espaço, o pensamento crítico” (196). Mas isso é outra conversa.

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