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uma nota de Évora

22 Nov 2012

Em Évora, o CENDREV pergunta retoricamente: Vou ou não vou esta noite ao teatro? São sketches de Karl Valentin, o palhaço-triste alemão que tanto entusiasmou Brecht com o seu cabaret político. São textos traduzidos por Luiza Neto Jorge, Osório Mateus, Almeida Faria e Maria Adélia Silva Melo que apareciam no histórico E não se pode exterminá-lo?, um espectáculo do Teatro da Cornucópia, de 1979, recentemente publicados nos Livrinhos de teatro (essa maravilhosa aventura quixotesca) dos Artistas Unidos / Livros Cotovia. São textos que vêm de tempos sombrios e que chegam a novos tempos sombrios.

No palco do Garcia de Resende, lindo como poucos, três actores (José Russo, Rui Nuno e Maria Marrafa) interpretam tudo o que há para interpretar. São o que resta de uma companhia. São o que resta de um projecto teatral de quase quarenta anos.

Como vamos escrever sobre espectáculos que têm cada vez menos opções estéticas e cada vez mais contingências económicas? Como vamos olhar para o que vemos sem pensar nas monstruosas condições em que os artistas são obrigados a trabalhar? Como?

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2 comentários leave one →
  1. Jorge Silva Melo permalink
    22 Nov 2012 17:06

    A minha irmã chama-se Maria Adélia Silva Melo.

  2. Rui Pina Coelho permalink
    22 Nov 2012 17:12

    Claro que sim. Que disparate. As minhas desculpas. Já está corrigido.

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